Novo Record: Após bater R$ 4,40 pela 1ª vez, dólar e bolsa seguem caindo após coronavírus se espalhar por mais países

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Pré-market mostra mais um dia de perdas diante do noticiário internacional desfavorável a respeito do vírus

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro registra queda nesta sexta-feira (21) seguindo o desempenho das bolsas internacionais após a Coreia do Sul ter informado o diagnóstico de mais de 200 casos do coronavírus no país. Nesta manhã, o primeiro caso da doença foi confirmado em Israel, de acordo com informações da agência de notícias AFP. Na China, o governo relevou que o surto se espalhou para cinco penitenciárias, duas na província de Hubei.

No Brasil, a cautela dos investidores deve ser redobrada por conta do Carnaval. A B3 não terá negociações na segunda-feira, nem na terça, mas os demais mercados financeiros do mundo inteiro continuarão operando, de modo que a reabertura da Bolsa aqui na quarta-feira às 13h (horário de Brasília) deve contar com um movimento de compensar a defasagem.

Em um cenário tão incerto quanto o atual muitos operadores irão zerar posições hoje para não serem pegos de surpresa com o noticiário internacional no feriado sem poder mexer nas suas carteiras durante quatro dias e meio.

Às 09h44 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro registrava queda de 0,63%, aos 114.155 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em março avançava 0,2%, a R$ 4,404.

O dólar comercial, por sua vez, avança 0,19%, a R$ 4,3996 na compra e R$ 4,4001 na venda. O câmbio acelerou os ganhos após o Banco Central divulgar os dados de conta corrente de janeiro, que mostrou um déficit de US$ 11,9 bilhões. A expectativa do mercado era de um déficit de US$ 11,0 bilhões, segundo mediana da Bloomberg.

O investimento direto estrangeiro chegou a US$ 5,6 bilhões no mês passado, a estimativa dos economistas era de US$ 5,15 bilhões.

Já entre os juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2022 tem alta de dois pontos-base, a 4,70%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança também dois pontos a 5,27%, seguido pela alta de três pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,06%.

Os dados de atividade industrial no Japão e de exportações na Coreia do Sul ampliam preocupação com desaceleração econômica. Por outro lado, os Índices Gerentes de Compras (PMIs, na sigla em inglês) da zona do euro destoam e superam expectativas.

O PMI composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 51,3 em janeiro para 51,6 em fevereiro, atingindo o maior nível em seis meses, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

No mercado de commodities, o petróleo retoma queda após dois dias de alta; minério de ferro sobe com potencial de estímulo na China, enquanto cobre e níquel recuam em Londres.

Política 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrenta desgastes com o presidente Jair Bolsonaro e passou a ser cobrado pelo mandatário por um bom desempenho na economia. Bolsonaro reforçou a Guedes, durante uma reunião no Planalto nesta semana, a necessidade do PIB crescer pelo menos 2% em 2020, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

O presidente teme que empresários e investidores percam o otimismo e se aproximem da oposição até 2022. Em resposta, Guedes disse ao mandatário que será possível atingir e até superar os 2% de crescimento, mas Bolsonaro tem manifestado dúvidas com outros interlocutores.

Vale ressaltar ainda, segundo o Globo, que os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares da cúpula do Congresso veem com apreensão a série de levantes de policiais militares, cujo ápice aconteceu nesta quarta-feira, no Ceará, com o senador Cid Gomes baleado. Integrantes do Judiciário e do Legislativo avaliam que é preciso conter essa “escalada autoritária”.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro falou pelo Twitter da sua viagem aos EUA. “Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa agenda a possibilidade da Tesla no Brasil”, afirmou.

Noticiário corporativo

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a estatal petrolífera venderá oito das suas treze refinarias até o final deste ano – a previsão dele é que as transações sejam concluídas em 2021. Outra notícia de destaque partiu da Sabesp, Companhia de Saneamento de São Paulo, que anunciou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures.

A mineradora Vale (VALE3) encerrou o quarto trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Já no acumulado do ano passado, a companhia teve prejuízo de US$ 1,683 bilhão, contra um lucro de US$ 6,860 bilhões em 2018.

Segundo a companhia, a piora se deu, principalmente, a: provisões e despesas relativas a ruptura da barragem de Brumadinho; ao registro e impairment e contratos onerosos sem efeito caixa, principalmente relacionados aos segmentos de Metais Básicos e Carvão; e provisões relacionadas à Fundação Renova e à descaracterização da barragem de Germano.

O Carrefour Brasil reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior. No critério ajustado após os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro do trimestre foi de R$ 676 milhões, queda de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2018.

Já Lojas Americanas teve lucro líquido de R$ 398 milhões no quarto trimestre, alta de 62% sobre o desempenho de um ano antes, com vendas maiores e avanço das operações de comércio eletrônico do grupo. A B2W, por sua vez, teve prejuízo líquido de R$ 22,3 milhões no quarto trimestre, reduzindo resultado negativo de R$ 69,4 milhões no mesmo período de 2018.

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