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Opiniões sobre dólar a 4,40 reais mostra o novo patamar cambial no Brasil

Galera, chegamos lá ..... aliás tudo indica que sim ..... NOVO PATAMAR DO CAMPO DO DÓLAR ESTÁ AQUI E CHAMASE 4,40.  

Neste final de semana de Carnaval, o evento reflete em números gráficos de oscilação do dólar comercial nessa semana e pode extrapolar uma coisa que fica evidente abaixo da menor sombra de vida: consistência ao redor do patamar 4,40 e penso realmente que é independente do PIB nos EUA, nesta semana, o fornecimento de trocas BC ou no Brasil não é negociado em swaps ou leilão de dólar como também aumento de coronavírus, tudo isso termina nessa pizza dos 4,40 mesmo… Mais vamos ver o que os especuladores e supostos “market especialistas ”estão dizendo:

“A alta do dólar virou tema de discussão e preocupação dos brasileiros nos últimos dias. A moeda norte-americana renovou máximas recordes e chegaram na manhã desta sexta-feira (21) a 4,40 reais, o maior valor já alcançado durante as negociações. Véspera de Carnaval, realização de lucro antes do feriado e alta moeda emergentes no exterior são fatores que explicam por que o dólar saiu de 4,02 reais em 2 de janeiro para o resultado desta sexta-feira. Mas, na quarta-feira da semana passada, foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, quem legitimou uma tendência com uma frase infeliz que repercutiu mal não apenas no ponto de vista social, mas também nas tabelas de câmbio.

Guedes afirmou que uma taxa de câmbio mais alta era “boa para todo mundo” e críticos anteriores por terem mantido uma moeda brasileira valorizada artificialmente pelo custo de juros altos. “Não tem negócio de câmbio a 1,80 reais […] Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia. Espera aí, espera aí. Vai passar tudo em Foz do Iguaçu ”, afirmou. A fala de Guedes repercutiu negativamente e levou a moeda norte-americana a abrir ou fechar cotação a 4,38 reais no dia seguinte. Nesta quinta-feira (20), ele voltou ao tema durante um evento em Brasília. Pediu desculpas por quem se sentiu ofendido pelo comentário em que mencionou domésticas, mas reiterou ou já havia mencionado sobre o câmbio. “Pode ser de 3,80 reais, 4,00 ou 4,20. O câmbio é flutuante, o Banco Central opera isso. Mas o patamar é inquestionavelmente mais alto ”, avisou.

 

Causa e efeito são quase sempre imediatos no mercado financeiro. E o dólar chegou a 4,40 reais, embora tenha recebido a sequência de 4,38. A alta desde o início do ano fez o Banco Central reagir com uma venda de dólares no mercado futuro para segurar a alta do preço. A operação, que não era usada há um ano e meio, fez o valor da moeda cair. A última vez que o BC atuou por meio de leilões de troca cambial foi em agosto de 2018, quando um crise econômica argentina e o período pré-eleitoral jogaram o valor do dólar por quase 4,20 reais.

Na avaliação do economista Eduardo Correia, professor de Macroeconomia do Insper, em um país com câmbio flutuante - que varia conforme a demanda e a oferta no mercado -, como falas das autoridades sobre política cambial ou monetária são um equívoco. “Se você olha a maioria dos países onde faz política econômica de forma externa, você não tem secretário de tesouro ou ministro da Fazenda, dando palpite sobre câmbio ou juros como o Guedes fez esta semana”, comenta Correia.

Apesar da volatilidade causada pela fala do ministro, o professor explica que a moeda norte-americana mostra uma trajetória de valorização frente ao real há cerca de um ano, principalmente por dois fatores: as constantes de taxas básicas de juros brasileiras, a Selic, e o bom desempenho da economia dos Estados Unidos. “Não estamos tendo uma crise cambial e sim uma redução gradual dos juros que se tornam os nossos títulos menos atrativos. Chegamos a uma situação em que os taxa reais, a diferença entre a Selic, que está 4.25% ao ano, e a economia, deve ser de 3,6% em 2020, é menor que 1%. Há alguns anos, ela chegou ao 7%, era um negócio de arábias para quem queria aplicar dinheiro aqui no Brasil ”, afirma. Segundo Correia, muitos investidores que aplicam ou chamam dinheiro específico estão saindo do país e estão interessados em títulos dos EUA, que são mais seguros.

Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada pela FGV, ressalta o desempenho ruim das exportações brasileiras, por conta da desaceleração da economia chinesa, a guerra comercial e a crise econômica na Argentina, geram mais escassez de dólar, ou também ajuda na valorização da moeda norte-americana. Como exportações do agronegócio do Brasil, por exemplo, retornamos 9,4% em janeiro em comparação com o mesmo período do ano passado. “O câmbio se desvalorizou, mas não é nem longe da pior depreciação do real. O maior pico recente foi em 2002, no governo Lula, quando o dólar atingiu 7,60 reais e corrigiu a inflação acumulada para lá ”, pondera.

Classe média perde

No controle da fala de Guedes, a Correia defende que a depreciação do real é ruim para quase todo o mundo, que mexe com o bolso de grande parte dos consumidores. “Sobe desde o pãozinho, já importa o trigo até a gasolina”, explica. O setor farmacêutico, bastante dependente das importações, também pode repassar algum aumento de caso à desvalorização da perspectiva real.

Para o Marçal, os produtos e serviços associados ao dólar são os da classe média e classe média alta. “Quem pode sentir mais o impacto dos preços, como as pessoas que compram eletrônicos, carros, quem está pensando em viajar para o exterior, já que o câmbio afeta tanto os gastos em dólar quanto o valor das passagens. Até os valores das viagens nacionais e os serviços de hotelaria no Brasil podem aumentar já que os brasileiros podem começar a viajar menos para fóruns ”, afirma.

Os dois professores concordam que os maiores beneficiados por um dólar mais valorizado são as pessoas que recebem pagamentos em dólar, como os exportadores. “O agronegócio exportador é um dos grupos que ganha e ganha pela valorização da moeda americana. O preço da carne no exterior está em dólar, mas quando ele converte em real, ele ganha mais ”, diz Correia. O dólar mais alto acaba também melhorando as empresas brasileiras. “Até indústrias ineficientes ganham certa vantagem, ou o valor do câmbio torna-se artificialmente competitivo”, completa.

Os especialistas não arriscam estimar uma cotação futura do dólar, mas uma moeda deve seguir valorizada até o fim do ano. O Relatório de Mercado Foco, divulgado na última segunda-feira, mostrou manutenção no cenário da moeda norte-americana em 2020. Uma mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano permaneceu em 4,10 reais, ante 4,04 reais de um mês atrás. ”

Fonte: Intelprise, Bloomberg e Walter Maino Jr.

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